O mercado de estética é um dos setores que mais crescem no Brasil. A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) e a Associação Brasileira de Estética (ABE) documentam crescimento consistente no número de clínicas, profissionais habilitados e demanda por procedimentos.
Depilação a laser, fototerapia, radiofrequência, criolipólise — procedimentos que até alguns anos atrás eram exclusivos de clínicas de alto padrão, hoje têm demanda crescente em cidades médias e bairros de periferia das capitais.
E o gargalo que a maioria das esteticistas enfrenta é sempre o mesmo: o equipamento é caro e está na mão de outra pessoa.
O modelo de aluguel de hora de laser e seus custos ocultos
A esteticista que não tem equipamento próprio opera de duas formas:
1. Aluguel de sala ou equipamento por hora O proprietário da clínica ou do equipamento cobra por hora de uso — entre R$ 80 e R$ 250/hora dependendo do aparelho e da cidade. A profissional atende o paciente, paga o aluguel, e o que sobra é sua margem.
2. Repasse por sessão Em alguns modelos, a esteticista faz as sessões na clínica parceira e repassa 30% a 50% do valor da sessão ao proprietário do espaço/equipamento.
Nos dois modelos, a profissional está construindo o patrimônio do proprietário do laser, não o seu.
O que um laser de depilação próprio muda na conta
Equipamentos de laser para depilação profissional (Soprano Ice, Diode Laser, Nd:YAG e similares) têm faixa de preço que vai de R$ 30.000 a R$ 180.000 dependendo da tecnologia, potência e marca.
Uma esteticista com 5 atendimentos de depilação por dia, 20 dias úteis/mês, cobrando em média R$ 80/sessão, fatura R$ 8.000 brutos mensais com esse equipamento. Se hoje repassa 40% para o proprietário — R$ 3.200/mês — em 12 meses são R$ 38.400 transferidos sem contrapartida patrimonial.
Um consórcio de equipamento nesse valor, com prazo de 72 meses e parcela adequada ao fluxo de caixa, transformaria esse mesmo desembolso em propriedade do ativo ao final do grupo.
Valores são aproximações educativas. A rentabilidade real depende de taxa de ocupação, precificação, custos operacionais e localidade. Não constitui promessa de retorno.
Por que o consórcio funciona melhor que o financiamento de equipamento
O crédito direto ao consumidor para equipamentos estéticos tem:
- Juros: médias acima de 15% ao ano no crédito pessoal para pessoa física
- Aprovação restritiva: exige comprovação de renda, especialmente para autônomas
O consórcio de equipamento:
- Sem juros: taxa de administração no CET
- Sem entrada: aderir não requer capital imediato
- Avaliação cadastral na contemplação: mais acessível para profissionais autônomas
- Parcela previsível: sem oscilação de taxa como no crédito bancário
A carta de crédito e os equipamentos aceitos
A carta de consórcio de equipamento pode ser usada para:
- Aparelhos de laser para depilação e outros procedimentos
- Equipamentos de radiofrequência, ultrassom focalizado, criolipólise
- Cadeira de procedimentos, bancadas e mobiliário de clínica (em grupos que aceitam combinação)
Confirme com a administradora quais equipamentos e marcas são aceitos no grupo específico.
O que verificar antes de contratar
- Administradora regulada pelo Banco Central? Consulte bcb.gov.br
- CET total (taxa de administração + fundo de reserva)?
- O grupo aceita equipamento estético/médico? Confirme a modalidade
- Valor da carta: compatível com o equipamento desejado?
- Prazo do grupo alinhado ao seu fluxo de caixa?
A contemplação não é garantida e ocorre por sorteio ou lance nas assembleias mensais. Consulte o CET completo e o contrato antes de aderir.
Do aluguel de hora ao proprietário do ativo
Esteticista com laser próprio controla agenda, precificação e rentabilidade. O mesmo equipamento que hoje gera dependência de terceiros passa a ser o ativo mais valioso do seu negócio — depreciando a seu favor, gerando renda a sua margem.
Sobre este conteúdo: Informações elaboradas por Wiverson Oliveira, especialista em crédito e consórcios, com base na Lei 11.795/2008 (Lei do Consórcio), Resolução CMN 4.768/2019 e dados de mercado do setor de estética e beleza. Valores e simulações são aproximações educativas e não constituem proposta comercial. A contemplação no consórcio não é garantida — depende de sorteio ou lance. Consulte o CET completo e o contrato antes de aderir. A ACI Crédito Inteligente não é administradora de consórcio.
Você é esteticista e ainda aluga hora de laser? Converse agora com um consultor ACI pelo WhatsApp — análise gratuita do melhor caminho para ter equipamento estético próprio sem financiamento caro.